Pilu
Katia Bonfanti
Pilu aveva undici anni — già una
buona età per un cane. Ma nei suoi occhi abitava ancora l’infanzia, e nei suoi
gesti la gioia degli inizi. Giocava come se il tempo non avesse potere su di
lui. A volte rubava le mie ciabatte: non per portarmele, ma per dirmi, in
silenzio, che durante la mia assenza continuava a camminare accanto ai miei
passi.
Era di Angelita, di Mário, Nicolò,
Martina e Alessio ma, dal momento in cui entrò nelle nostre vite, fu anche
nostro. Pilu era generoso di presenza: sapeva dividersi tra tutti, senza
mancare mai a nessuno. Dove arrivava, la pace si diffondeva; dove restava, la
gioia diventava casa. In lui c’era una tenerezza ferma — e, quando necessario,
un’alterezza protettrice. Bastava un ringhio profondo per dichiarare: “Adesso,
io mi prendo cura dei bambini.”
Pilu aveva quel dono raro di
essere intero. E rimase intero fino all’ultimo istante. Si addormentò su nuvole
di cotone, guardandoci ancora attraverso le fessure degli occhi, come chi lotta
contro il sonno solo per salutare. Sembrava voler custodire in sé il ritratto
della famiglia che tanto aveva amato — e, nello stesso tempo, lasciare nei
nostri occhi il ricordo del suo amore.
Poi, serenamente, Pilu partì
dentro le nuvole. Ci lasciò il silenzio dell’assenza, ma anche il dono
invisibile che solo i cani sanno lasciare: un amore che non pretende nulla, che
non si spezza, che resta eterno.
Bravo Pilu!
Pilu o bebè
Pilu rindo....
Pilu
Katia Bonfanti
Pilu tinha 11 anos — já uma boa
idade para um cão. Mas em seus olhos ainda brincava a infância, e em seus
gestos morava a alegria dos começos. Brincava como se o tempo não tivesse poder
sobre ele. Às vezes, roubava meus chinelos: não para me oferecer, mas para me
dizer, em silêncio, que na minha ausência ele seguia ao lado dos meus passos.
Era da Angelita e do Mário, mas,
desde o instante em que entrou em nossas vidas, foi também nosso. Pilu era
generoso de presença: repartia-se entre todos, sem jamais faltar a ninguém.
Onde chegava, a paz se espalhava; onde ficava, a alegria se fazia casa. Havia
nele uma ternura firme — e, quando necessário, uma altivez protetora. Bastava
um rosnado grave para declarar: “Agora, eu cuido das crianças.”
Pilu tinha esse dom raro de ser
inteiro. E foi inteiro até o último instante. Adormeceu sobre nuvens de
algodão, ainda nos olhando pelas frestinhas dos olhos, como quem luta contra o
sono só para se despedir. Parecia querer guardar em si o retrato da família que
tanto amou — e, ao mesmo tempo, deixar nos nossos olhos a lembrança do seu
amor.
Então, serenamente, Pilu partiu
para dentro das nuvens. Ficamos com o silêncio da ausência, mas também com o
presente invisível que só os cães sabem deixar: um amor que não exige nada, que
não se rompe, que permanece eterno.
Pilu agora vive em nós — na
memória suave como algodão, na saudade que nos acompanha como sombra, e no laço
invisível que nunca, nunca se desfará.
Querido o Pilu!
Pilu o guardador de meias....
Pilu o guardião bem humorado...


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